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Casa flutuante ecológica servirá como laboratório na Amazônia

>> 1 de julho de 2009




A primeira casa flutuante ecológica do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) já está recebendo os primeiros pesquisadores. A construção apresenta características ambientalmente corretas e é a mais recente das 16 bases flutuantes de pesquisa que o Instituto mantém nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, cogeridas pela organização em parceria com o governo do Amazonas.

Construção sustentável

Com capacidade para hospedar até 20 pessoas, a base tem 12 metros de largura por 18 metros de comprimento. A eletricidade é gerada a partir da luz solar, com energia suficiente para iluminar as instalações, manter o rádio para comunicação, o funcionamento de computadores e o refrigerador para a conservação de alimentos. O sistema tem autonomia para funcionar por dois dias e meio sem sol.

"A água das torneiras e chuveiros é captada da chuva e do próprio rio sobre o qual a construção está instalada. Filtros garantem que a água esteja limpa para o consumo em tanques que permitem armazenar até 5.700 litros", explica Josivaldo Modesto, coordenador de operações do Instituto Mamirauá. Outra iniciativa é o tratamento do esgoto, antes de ser devolvido à natureza. Esse sistema ainda será instalado.

Telhas de garrafas PET

A cobertura do laboratório flutuante é de telhas produzidas a partir de garrafas de plástico PET moídas que, entre outras vantagens, apresenta maior resistência e maior vida útil quando comparada a telhas de outros materiais. De acordo com Modesto, elas pesam cerca de um sexto das telhas de barro e podem durar até 300 anos. "Uma empresa sediada em Manaus recolhe garrafas PET que antes iriam para o lixo, transformando-as em telhas leves e resistentes", explica.

As bases de apoio flutuante, como esta nova casa, são utilizadas pela organização nas Reservas Mamirauá e Amanã para viabilizar as pesquisas de campo. Elas ficam estabelecidas em plataformas formadas por uma madeira flutuante, chamada assacu. A casa flutuante ecológica permanecerá no Lago Amanã, na Reserva Amanã, e, assim como os outros flutuantes, é feito com madeira certificada pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e de Recursos Naturais (Ibama).
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Regularização de terras na Amazônia pode ser acompanhada pela internet

A medida prevê a transferência de 670 mil km² de terras públicas na região a pessoas que as ocupam desde antes de dezembro de 2004. Ambientalistas afirmam que ela pode beneficiar quem roubou terras públicas.

O governo, no entanto, argumenta que já tem planejada uma série de dispositivos para controlar o processo de regularização, como explica o coordenador do Programa Terra Legal, Carlos Mário de Guedes. O programa, subordinado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, é a forma concreta como será feito o processo de regularização que a medida sancionada por Lula torna possível.


Site do Ministério do Desenvolvimento Agrário em que é possível consultar as requisições de terras do programa Terra Legal. (Foto: Reprodução)

Como o governo vai saber se a pessoa que alega ter uma posse na Amazônia não é um fraudador? “Temos um cadastro rural das pessoas que estão nessas áreas e que em algum momento reivindicaram essa terra, os dados agropecuários do IBGE de 2006, e o Sipam (Sistema de Proteção da Amazônia). Também podemos cruzar isso com o ITR (Imposto Sobre a Propriedade Territorial Rural), imposto de renda e dados previdenciários. São referências para que a gente trabalhe com segurança”, argumenta Guedes.

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"Casa Azul"

>> 8 de junho de 2009



A Caixa Econômica Federal lançou nesta terça-feira, 02 de junho, em Brasília, um novo instrumento de classificação da sustentabilidade de projetos habitacionais. Trata-se do "Selo Casa Azul", que qualificará projetos de empreendimentos dentro de critérios socioambientais, que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais. O Selo é o principal instrumento do Programa de Construção Sustentável do banco.

A ação fez parte das comemorações do Dia Internacional do Meio Ambiente, que contemplou também a assinatura de parceira com o Grupo Neoenergia, para a doação de aquecedores solares, lâmpadas e a substituição de geladeiras.

Para a concessão do selo, a CAIXA analisará critérios agrupados em seis categorias: inserção urbana, projeto e conforto, eficiência energética, conservação de recursos materiais, uso racional da água e práticas sociais. O objetivo é incentivar a construção de moradias que no processo de edificação tenham respeitado o meio ambiente e ao mesmo tempo propiciem boas condições de conforto e salubridade para seus usuários.

O ''Selo Casa Azul'' será dividido nas classes ouro, prata e bronze, definidas pelo número de critérios atendidos. Para receber o ouro, o empreendimento deverá atender a, no mínimo, 24 das 46 condições. Receberão prata aqueles que atenderem a 19 critérios, e bronze os que apresentarem o cumprimento de, pelo menos, 14 critérios obrigatórios.

A partir de novembro deste ano, será dibulgado o "Guia do Proponente" e, em janeiro de 2010, a Caixa receberá os projetos candidatos ao selo.

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